Jéssica. Satisfação. Prazer eu deixo pra depois. Já andei muito por essas terras. Maior conquista na minha vida foi comprar meu carro, pude viajar e conhecer os lugares com maior disposição. Ele é seu e ninguém tasca, você que manda, ninguém te apurrinha. A não ser quando eu faço algumas besteiras no trânsito né. Por ironia da vida a gente até sente saudades daquele maldito ônibus (ou não), acho que o que me alegra são as várias boas histórias...
O ônibus...ahhh o busão! Sinto falta daquela vontade de matar todos ao meu redor, sinto falta das axilas exalando odores, de xingar o motorista quando freiava forte, sem contar que aquele marginal que pulava a roleta sempre ficava do meu lado, parece que eu tinha imã pra essas coisas, e ainda por cima na freiada ele me dava aqueeela encoxada. Desgraçados. Mas ô filhos d'uma puta que..., digamos assim..., agradava pelo aperto. Confesso, saí com 3 deles. Mas só aqueles acima da média, entende?
O último era um japônes do tipo muambeiro, sabe? O motorista deu oportunidade pro menino, ele fez sua graça, aí eu olhei pra ele e pensei: "Voocêêê?? Vindo da onde veio, com esse calibre todo?". Tive que verificar. Saltamos ali mesmo, enfiou a mão na calça dele e..., me tira um 38. Depois as munições. Despenso comentários sobre o resto da noite.
Mas voltando ao ponto, ou melhor, ao coletivo. Tinha dias que por milagre a pessoa sentada na minha frente saltava do ônibus. Mal a pessoa levantava eu já fazia aquela proteção pra não deixar ninguém sentar antes de mim, nem a pessoa saindo eu deixava sair direito. Ficava um tempo em pé pra sair aquele suorzinho da poltrona, e me acomodava. Quando vc pensa em relaxar, eis que surge aquele trabalhador, suado, cheio de sacolas na mão e adivinha? O meu ombro vira apoio de saco, e não era nenhum daqueles que ele carregava em sua mão...
As pessoas falam em dormir no ponto, ou seja, passar a vez, papou-mosca, etc e tal. Porém uma vez dormi no ponto, literalmente, é, no ponto de ônibus. Foi logo depois de sair bêbada de um show. Minha bunda amanheceu dolorida, prefiro acreditar que o banco do ponto não era tão confortável assim. Hoje quando passo de carro vejo aqueles trabalhadores com a cara encostada na janela dormindo, a babinha caindo, de vez em quando até uma melequinha escorrendo, uma beleeeza. Bate aqueeeeela saudade....de nunca mais voltar. Opa! A sineta tocou, é o meu ponto, vou ficando por aqui, tenham um bom dia.
5 comentários:
Pena que não dá nem tempo de sentir saudades do ônibus.auheiaoheoahuehiahoe, tenso!
beijo, primo!
:*
Excelente texto.
Mas... como é que a Jéssica pôde sair bêbadO de um show???
"Foi logo depois de sair bêbado de um show."
P.S. virei fã.
Isso acontece direto mesmo.
Muito divertidos seus textos.
Bjs,
Lu
Oi!
Dá uma olhada no Raiz Quadrada de 69.
Acho que vc vai gostar do texto.
Abçs
Saudade de passar looonge de busão. Ainda enfrento essas torturas de ônibus lotado (pra ir pro trabalho e pra faculdade), gente fedida perto/'em cima' de mim, marginais que se aproveitam da situação... aiai... Ninguém merece tal fato. E agora no busão da facul tá rolando umas divisões de grupo que sei não!! :S Sorte sua de já estar no seu carango. eheuheuehue...
Postar um comentário